quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Comunicação e Negociação

L A Costacurta Junqueira

Negociação é o processo de buscar a aceitação de idéias, propósitos ou interesses, visando ao melhor resultado possível, de tal modo que as partes envolvidas terminem a negociação conscientes de que foram ouvidas, tiveram oportunidades de apresentar toda sua argumentação e que o produto final seja maior que a soma das contribuições individuais.

Se o leitor atento substituir a palavra negociação por comunicação verá que os dois conceitos praticamente se superpõem .

Neste capítulo vamos colocar algumas técnicas de negociação, buscando incentivar sua aplicação no processo de comunicação.

Nos processos de negociação (ou comunicação), ressaltam dois tipos de habilidades: habilidades técnicas e habilidades interpessoais. A primeiro relaciona-se com o conhecimento de técnicas, processos, "macetes" para negociação ( ex. Etapas para condução da negociação); a outra relaciona-se com o conhecimento interpessoal dos negociadores (qual o estilo de cada um, quais suas forças, fraquezas, necessidades, motivações, etc). Inegavelmente, a habilidade técnica tem merecido mais atenção que a habilidade interpessoal. Uma terceira habilidade – conhecimento do negócio – é extremamente específica de cada negociação; trata-se do conhecimento mínimo do assunto objeto da negociação, fundamental até para se saber se a negociação foi boa ou não. Vamos abordar, a seguir, apenas o item habilidades interpessoais, provavelmente a dimensão mais esquecida no processo.

Os negociadores as pessoas a quem comunicamos algo, com quem nos defrontamos poderiam ser agrupados em quatro estilos básicos:

ESTILO CATALISADOR

O negociador/comunicador com este estilo tende a ser extremamente criativo, sempre com novas idéias, entusiasta dos grandes empreendimentos, empreendedor. É o homem das coisas novas, dos grandes projetos e decisões. Eventualmente, este negociador pode ser visto como superficial, irreal, estratosférico, em suas decisões e ações.

ESTILO APOIADOR

O apoiador é aquele que considera que os seres humanos são mais importantes que qualquer trabalho; aprecia atuar sempre em equipe, procura agradar os outros, fazer amigos. Eventualmente pode ser visto como incapaz de cumprir prazos, desenvolver projetos, enfim mais como um missionário do que um executivo. Suas decisões são mais lentas e ele sempre busca não melindrar a outra parte.

ESTILOS
  • CATALISADOR
  • APOIADOR
  • CONTROLADOR
  • ANALÍTICO
ESTILO CONTROLADOR

O controlador é aquele que toma decisões rápidas, está sempre preocupado com o uso do seu tempo, com redução de custos; nas discussões não faz rodeios, vai direto ao assunto, é organizado, conciso, objetivo, sua meta básica é conseguir resultados. Eventualmente pode ser visto como insensível às pessoas, durão, carrasco, etc.

ESTILO ANALÍTICO
O analítico é aquele que adora fazer perguntas, obter o máximo de informações, coletar todos os dados disponíveis, sempre se preocupando em saber todos os detalhes de cada empreendimento antes de iniciar qualquer tarefa ou tomar qualquer decisão. Eventualmente este negociador pode ser visto como sendo perfeccionista, detalhista em excesso, procrastinador, etc.

Qual o melhor estilo? Todos eles são bons. O importante é que conheçamos o nosso estilo e busquemos conhecer o estilo da pessoa com quem estamos negociando ou nos comunicando . Um das chaves do êxito no processo de negociação/comunicação é saber apresentar as nossas idéias de uma forma que causa mais impacto ao outro negociador.

Nos processos de comunicação ao grupo maior de pessoas é importante que nossos argumentos, colocações respeitem as pessoas com características de cada estilo, presentes na platéia.

Negociar (e comunicar) é também o processo de atendimento de necessidades mútuas, cabe-nos então, falar um pouco sobre qual o tipo de necessidade que caracteriza cada estilo: para o estilo catalisador as necessidades são de reconhecimento; apelar para aspectos de novidade, singularidade, inovação, disponibilidade, ajudará no processo de negociação/comunicação. O apoiador procura a aceitação, alguém que o aceite sem julgar; neste caso a menção à harmonia, ausência de conflitos, garantia de satisfação ajudará no processo de negociação/comunicação.
Para o estilo controlador as necessidades são de realização; tudo o que se relacionar com alcance de metas, resultados, ganhar tempo e dinheiro, vencer, ser independente, ajudará no processo de negociação/comunicação. Já o analítico está sempre em busca de segurança e de certeza; fornecer-lhe os dados disponíveis, alternativas para análise, decisões seguras, pesquisas sem fim, ajudará no processo de negociação/comunicação.

Um exemplo: suponhamos que você queira vender (ou comunicar) ao seu superior a idéia de fabricar um novo produto (um abridor de latas por exemplo). Agora vejamos quais os argumentos que você poderia usar, dependendo do estilo do superior:

ESTILO CATALISADOR – "Seremos a primeira empresa no Brasil a fabricar esse tipo de abridor".

ESTILO APOIADOR – "A produção do abridor servirá para motivar e integrar mais nossa equipe de produção".

ESTILO CONTROLADOR – "A fabricação do abridor nos permitirá utilizar todo o potencial da área de produção e aumentar em 5% a lucratividade da empresa dentro de três meses".

ESTILO ANALÍTICO – "O abridor que produzimos funcionará dos dois lados, abrirá garrafas e latas, será inteiramente de aço inoxidável, de peso muito leve, comparado aos produtos concorrentes será muito mais resistente".

COMO NEGOCIAR COM CADA ESTILO

CATALISADOR
Ênfase na inovação, criatividade, exclusividade, grandes projetos, idéias

APOIADOR
Ênfase no trabalho em equipe, preocupação com pessoas, no bem estar geral, na eliminação de conflitos, problemas


CONTROLADOR
Ênfase em redução de custos, tempo, prazos, resultados, metas, independência em relação aos outros

ANALÍTICO
Ênfase em informações, dados, detalhes, perfeição, preocupação com o micro, segurança, garantia.

Para grandes platéias a saída é colocar argumentos que sensibilizem os 4 estilos de platéia.
É evidente que não basta apenas conduzir a negociação/comunicação de acordo com o estilo da outra parte. A negociação ou comunicação poderá ser facilitada dependendo do grau de confiança existente no relacionamento: e isso dependerá do uso que eu venha a fazer dos quatro elementos da confiança:

CREDIBILIDADE – "Eu cumpro o que prometo, faço o que digo".

COERÊNCIA – "Eu digo as coisas que penso e não aquilo que a outra parte gostaria de ouvir".

RECEPTIVIDADE/ACEITAÇÃO – "Eu aceito que os outros sejam diferentes de mim, seja no que diz respeito a ações, sentimentos, valores ou necessidades. Procuro não julgar o próximo".

CLAREZA/SINCERIDADE – "Eu divido o que tenho com as outras pessoas, não sou de esconder o jogo; abro o jogo quanto a sentimentos, fatos, informações não confidenciais, etc".

A confiança está estreitamente relacionada com os estilos, dentro do processo de negociação e comunicação. Por exemplo, se meu estilo é controlador, meu grande problema em termos de confiança, refere-se ao elemento aceitação; para o catalisador o problema é a credibilidade; para o analítico o problema é a sinceridade; com o apoiador é coerência.

Vale lembrar também que a flexibilidade – a capacidade de considerar as necessidades alheias pelos menos tão importantes quanto as nossas, bem como a predisposição para mudanças, inovações etc. – é também fundamental ao processo de negociação, na medida em que tende a fazer com que a outra parte se predisponha a dialogar conosco.

Consultor - L A COSTACURTA JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO

Técnicas de negociação

Para ter sucesso numa negociação é recomendável seguir os seguintes passos:
1. Ouça o que a outra parte tem a dizer. Não interrompa. Fique calado até que a bola dela murche e te questiona.

2. Esclareça as dúvidas e reconfirme a questão. Use uma almofada protetora. Use dados e informações neutras. Omita-se de dar opinião.

3. Transforme argumentos em questões a serem respondidas. Evite usar, mas você pode sugerir alternativas.

4. Reserve uma margem de negociação.

5. Veja a obstrução como um disfarce. O que existe realmente por trás daquilo que ela está querendo dizer.

6. Antecipe-se às obstruções apresentadas ontem.

7. Prepare-se para o que der e vier e boa sorte.

Extraído do curso de desenvolvimento gerencial de Geraldo Eustáquio de Souza
P.S. Deixe sempre uma porta aberta por onde o inimigo possa se retirar. Se você não deixar, ele dará um jeito de encontrar ou fazer uma porta.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

A química do networking

Para aumentar sua rede de contatos, fuja dos amigos nos encontros profissionais
Por Fabiana Corrêa

Um estudo feito por professores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, sobre os encontros promovidos para que as pessoas aumentem sua rede de contatos, deu algumas dicas de como fazer sucesso nessas reuniões. Segundo os professores Paul Ingram e Michael Morris, há algumas maneiras de ser bem-sucedido nesses eventos. Encontros de associações de classe, seminários patrocinados por grandes empresas, encontros de ex-alunos, não importa, levar pessoas conhecidas nessas ocasiões reduz as chances de fazer bons contatos. Aproximar-se de pessoas já conhecidas também tem o mesmo efeito. Nos dois casos, o motivo é o mesmo. Quando há a possibilidade de se ligar a alguém já conhecido, é comum fazer menos esforço e optar pelo que é mais confortável. Outra coisa: um fenômeno conhecido como homofilia, a tendência de nos agruparmos com os semelhantes - em termos de sexo, raça, educação, origem e carreira sugere que, naturalmente, os participantes dessas reuniões não irão se misturar tanto quanto poderiam.

Os dois professores agendaram um encontro para os alunos de quatro turmas de MBA. Em uma sexta-feira, depois do trabalho, cerca de 100 pessoas, entre gerentes, empresários, consultores e banqueiros - estavam em uma recepção regada a canapés, vinho e cerveja. Para ter uma idéia precisa de quantas pessoas cada um dos convidados se relacionou, eles deram uma espécie de chip a cada um para "rastrear" os encontros. Eles marcaram também o número de convidados que cada um já conhecia. Em média, os executivos já tinham alguma aproximação com um terço dos outros colegas. Os outros dois terços eram desconhecidos. E 95% deles afirmou estar lá para conhecer gente nova. Segundo os professores, a maioria das pessoas estava fortemente disposta a fazer novas conexões que auxiliassem suas carreiras.

No final do evento, a média de encontros que cada um teve foi de 14 pessoas mas, não tão bom assim, os já conhecidos representaram metade desse total. Uma das explicação é que é realmente desafiador conversar com gente desconhecida. Se você fica próximo aos amigos, já sabe do que pode falar, conhece as piadas, sente-se mais confortável. Não é que os profissionais não façam novos contatos, apenas que fazem menos do que poderiam. O experimento mostrou também que, no início da noite, as pessoas se aproximaram dos iguais - em algum aspecto - e, mais para o final, quebraram algumas barreiras e procuraram pessoas diferentes de si mesmos.
(Estudo publicado na ideas@work, da Universidade de Columbia)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

3 Projetos sociais nota 10

Por Ricardo Osman
Franqueados ganham prêmio por iniciativas simples e de grande valor: a criação de vagas para idosos, a reciclagem de materiais e aulas de informática para deficientes
O paulista Antoninho da Silva Mafra, 65 anos, morava em um albergue para idosos da prefeitura de São Paulo quando soube da possibilidade de trabalhar em um dos restaurantes da rede Pizza Hut da cidade. A franquia lançara em 2004 o programa social Atividade, destinado a dar oportunidade de emprego a idosos. Mafra se inscreveu e conseguiu uma vaga no ano seguinte na unidade do bairro do Limão, na zona norte da cidade, onde trabalha até hoje. "Eu vivia da venda de sorvetes nas ruas, mas a cada dia estava mais desiludido", diz ele. "Com o emprego, voltei a ser alguém na vida." A renda mensal certa, o plano de saúde e o fato de poder escolher seu horário e trabalhar em equipe deram-lhe novo estado de espírito. Mafra, que chegou a ser dono de uma boate no interior e com o declínio do negócio se afastara também da família, conseguiu nos últimos anos se reaproximar dos filhos e trocar o albergue municipal por um pequeno apartamento no bairro da Moóca.

O resgate da auto-estima relatado por Mafra é semelhante ao vivido por outros 55 funcionários com mais de 60 anos que trabalham nos 15 restaurantes da Pizza Hut de São Paulo. À frente das unidades está o franqueado Jorge Aguirre, 58 anos, que criou o programa e reservou 8% das vagas da rede para os idosos. "É uma forma de a empresa retornar à sociedade tudo o que recebeu dela", diz Aguirre. "Não estamos fazendo caridade, mas dando oportunidade de emprego a quem não teria chance em um processo de seleção tradicional." O trabalho dos idosos nos restaurantes, segundo Aguirre, revelou-se bem-sucedido. "Eles são vistos dentro da empresa como pessoas extremamente positivas e responsáveis", diz. "E conseguiram cativar os clientes no atendimento."

O projeto Atividade mereceu o prêmio Responsabilidade Social, dado pela Associação Franquia Solidária (Afras). A Afras, fundada em 2005, está ligada à Associação Brasileira de Franchising (ABF), que reúne as principais redes do país. Além do franqueado paulistano da Pizza Hut, outras duas redes foram finalistas do prêmio, com projetos igualmente importantes: o Recicla Três Rios, da franqueada de O Boticário, Janne Sauerbronn Muniz, e o Bit Social, do franqueado da rede Bit Company na cidade mineira de Araxá, Wellington Alves Martins.

Partindo da idéia de que qualquer empresa pode fazer alguma coisa, Janne, 52 anos, lançou em 2002 a idéia de recolher material para reciclagem em sua loja O Boticário de Três Rios, no Rio de Janeiro. O material seria destinado à cooperativa de catadores de papel e peças recicláveis da cidade, que conta com o apoio da prefeitura local. Janne começou a recolher pilhas e baterias de celulares e a distribuir folhetos alertando para os riscos de estas peças serem lançadas na natureza. "Percebi que as pessoas tinham idéia do quanto são nocivos estes materiais, mas não sabiam o que fazer com eles", diz Janne. Hoje, ela recolhe embalagens, sacolas plásticas e frascos, inclusive dos produtos vendidos pela loja. "Queremos mostrar que no lixo há dinheiro e oportunidades de negócios", conta Janne. "Basta as pessoas saberem que a cooperativa emprega cerca de 20 pessoas."

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Corte Custos: Como Maximizar seus Resultado com suas reuniões

Atualmente é difícil encontrar uma empresa ou uma pessoa que não tenha problemas ou não reclame das reuniões em seu ambiente de trabalho. De acordo com algumas pesquisas preliminares que estamos desenvolvendo, 66% das pessoas afirmam que as reuniões em seu ambiente de trabalho são improdutivas e mal conduzidas.

O mundo corporativo criou péssimos hábitos na condução e realização de reuniões. Não há cumprimento de horários, as pessoas são chamadas de última hora, muitas vezes desconhecem o real propósito da reunião, a condução é cheia de conversas paralelas e fica difícil manter o foco.
Certa vez, estava dando uma consultoria a uma grande multinacional para melhorar a performance de suas reuniões, durante algum tempo participei de algumas reuniões da empresa, aquele cenário parecia algumas vezes uma comédia e outras um filme de terror, mas nada parecido com uma reunião eficiente.

Após o acompanhamento de mais de 20 horas de reuniões, chegamos à conclusão que apenas 35% desse total de horas foi realmente gasto com o propósito da reunião, o restante totalmente desperdiçado em assuntos sem interesse à reunião. Talvez esse cenário seja semelhante ao que acontece na sua empresa, no seu departamento e na sua vida.

Se as empresas parassem para calcular o tempo gasto em reuniões X o custo hora dos participantes, iriam perceber que boa parte do salário pago aos colaboradores é jogado no lixo, com as reuniões ineficientes. Se ao invés de criar programas e práticas muitas vezes radicais para reduzir custos internos, elas se preocupassem em melhorar as suas reuniões, com certeza teriam um melhor resultado financeiro e uma economia muito grande.

Faça uma auto-análise: quanto do seu tempo é desperdiçado em reuniões improdutivas? Qual o custo disso para a empresa? Leve essa reflexão para seus pares e chefes, uma reunião não é uma atividade solitária, ela envolve um time de pessoas que precisam ter a mesma preocupação para mudar esse cenário.

Mas nem tudo são más notícias com relação às reuniões, apesar do que parece, é um problema relativamente fácil de resolver, quando há a conscientização do grupo de que isso é um ponto essencial a ser melhorado. Nas empresas que implantamos nossos programas de conscientização para reuniões, as melhoras são rápidas e perceptíveis.

Para criar um novo paradigma de reuniões eficientes na sua empresa, é preciso conscientizar seu time sobre como produzir melhores reuniões, eles precisam entender que isso é uma questão de qualidade de vida. Preparamos no site Você com Mais Tempo, um especial sobre esse assunto, mas por hora, seguem algumas breves sugestões para suas reuniões:


Convoque Certo – Boa parte dos problemas das reuniões está na convocação. Uma reunião sem objetivo claramente especificado nem deveria ser realizada. Antes de agendar uma reunião, pense: qual o resultado que eu espero no término da reunião? Na convocação, coloque além do assunto das reuniões o objetivo a ser discutido e os tópicos para atingir esse resultado.


Reuniões breves – Evite reuniões com duração maior a 2 horas, se for necessário faça uma pausa de 15 minutos antes de continuar. Reuniões muito longas cansam e fazem com que as pessoas percam o foco mais rapidamente.


Dê tempo para se preparar – Reuniões em cima da hora devem ser a exceção e nunca a regra. O seu planejamento eficiente faz com que as pessoas tenham tempo para se planejar e preparar para a reunião. O ideal é que a convocação seja feita com pelo menos 2 dias de antecedência.


Estabeleça os próximos passos – Reuniões que terminam sem tarefas com responsáveis, podem ter sido tempo jogado fora. Ao finalizar estabeleça os próximos passos, para pessoas específicas, com ações e datas de conclusão. A reunião só encerra-se de fato quando os próximos passos terminarem.


Convoque uma reunião com seu time de trabalho para criar um comprometimento com as reuniões eficientes dentro de seu ambiente de trabalho. Veja nosso especial sobre reuniões e veja o que pode ser aplicado ao seu caso!

Reunião produtiva é viver seu tempo com sabedoria!
Christian Barbosa

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Empreendedorismo

Caminhos do empreendedor

Caminho 1 (Auto-conhecimento):

Espaço de sí estreito(Teoria X) versus. Espaço de sí amplo (Teoria Y).

Caminho 2 (Perfil do empreendedor):

Comparação das características do empreendedor e da pessoa.

Caminho 3 (Aumento da criatividade):

Dominar os processos internos para gerar inovação e criatividade.

Caminho 4 (Processo visionário):

Desenvolver uma visão e aprender a identificar oportunidades.

Caminho 5 (Rede de relações):

Estabelecer relações que possam servir de suporte ao desenvolvimento e aprimoramento da idéia do negócio e sua sustentação.

Caminho 6 (Avaliação das condições para iniciar um plano):

Reunir e avaliar todas as condições para elaborar um plano.

Caminho 7 (Plano de negócio):

Metas mensuráveis, flexibilidade no plano, indicadores de evolução, compromisso coletivo, revisão de metas, aprender com a experiência.

Caminho 8 (Capacidade de negociar e apresentar uma idéia):

Cooperação entre pessoas, parceiros ou empresas para alcançar objetivos de tal forma que todos saiam ganhando.


Características

Uma pessoa empreendedora precisa ter características diferenciadas como originalidade, ter flexibilidade e facilidade nas negociações, tolerar erros, ter iniciativa, ser otimista, ter auto-confiança e ter intuição e ser visionário para negócios futuros. Um empreendedor é um administrador, necessita ter conhecimentos administrativos, ter uma política para a empresa, ter diligência, prudência e comprometimento.


As coisas podem ficar melhores" Um empreendedor deve acreditar que o modelo atual pode ser melhorado. Ele compreende que não será nada fácil traduzir esta frase em resultados e por isso, é a primeira pessoa a aceitar o desafio de mudar. É a primeira pessoa a se responsabilizar caso algo falhe em toda a trajetória do empreendimento. Empreendedores gostam de mudanças.


A arte de ver mais longe e evoluir com erros" Através de mudanças, se obtém experiências e estas, traduzem-se em ciência, que por sua vez é utilizada para fins evolutivos. Logo não parece ser apenas um golpe de sorte, quando observamos elevado know how de empreendedores em ambientes de negócios.


Quando há evolução, há melhora. Definitivamente, empreendedores são pessoas que não apreciam situações de normalidade ou mediocridade.


Empreendedores são antes de tudo, pessoas que tem a capacidade de enxergar o invisível. A isso, intitúla-se a famosa máxima: Empreendedores possuem visão.


"Empreendedores adoram não como resposta" Inovações em corporações e corporações com inovações, surgem em sua maioria das vezes, em momentos de necessidade. Momentos de necessidade demandam grandes soluções, que por sua vez, demandam grandes idealizadores. Para qualquer solução necessária, exigi-se riscos e tentativas. Riscos e tentativas costumam estar presentes em ambientes dinâmicos e hostis. Em resumo, alguém precisa ter "estrutura" profissional e emocional para ir em direção contrária do fluxo praticado. Em primeira estância e, em 99% das vezes, o primeiro feedback solicitado trará péssimos incentivos. "Não, isto não vai dar certo". Empreendedores adoram não como resposta, eles seguem adiante exaurindo possibilidades e visionando o por vir.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Gestão da qualidade

A gestão da qualidade total (TQM pelas siglas inglês) é uma estratégia de administração orientada a criar consciência de qualidade em todos os processos organizacionais. O TQM (Total Quality Management) tem sido amplamente utilizado em indústria, educação, governo e serviços. Chama-se total porque o seu objetivo é a implicação não só da empresa inteira mais também a organização estendida: fornecedores, distribuidores e demais parceiros de negócios. O TQM é composta de estágios tais como: planejamento, Organização controle, liderança. Tanto qualidade quanto manutenção são qualificadas de total porque cada empregado participa é diretamente responsável pela realização dos objetivos da empresa. Toyota (Japão) foi primeira a empregar o TQM. No fordismo, ao contrário do TQM, esta responsabilidade é limitada à gerência. No TQM os funcionarios possuem uma maior gama de qualificações. Então a comunicação organizacional (em todos os níveis) torna-se uma peça chave da estrutura da empresa.

Atualmente a gestão da qualidade está sendo uma das maiores preocupações das empresas, sejam elas voltadas para a qualidade de produtos ou de serviços. A conscienciatização para a qualidade e o reconhecimento de sua importância, tornou a certificação de sistemas de gestão da qualidade indispensável para as micro e pequenas empresas de todo o mundo.

A certificação da qualidade além de aumentar a satisfação e a confiança dos clientes, reduzir custos internos, aumentar a produtividade, melhorar a imagem e os processos continuamente, possibilita ainda fácil acesso a novos mercados. Esta certificação permite avaliar as conformidades determinadas pela organização através de processos internos, garantindo ao cliente um produto ou serviço concebido conforme padrões, procedimentos e normas.

Entre modelos existentes de sistema da qualidade, destacam-se as normas da série ISO 9000. Estas se aplicam a qualquer negócio, independentemente do seu tipo ou dimensão. As normas desta série possuem requisitos fundamentais para a obtenção da qualidade dos processos empresariais. A verificação dos mesmos através de auditorias externas garante a continuidade e a melhoria do sistema de gestão da qualidade.

Os requisitos exigidos pela norma ISO 9000 auxiliam numa maior capacitação dos colaboradores, melhoria dos processos internos, monitoramento do ambiente de trabalho, verificação da satisfação dos clientes, colaboradores, fornecedores e entre outros pontos, que proporcionam maior organização e produtividade que podem ser identificados facilmente pelos clientes.

As pessoas e as empresas que buscam qualidade devem criar uma mentalidade positiva de mudança. Qualquer melhoria, pequena ou grande é bem-vinda. Toda inovação deve ser conhecida, testada e se possível aplicada.

Uma organização que se propõe a uma gestão voltada para a "qualidade" tem consciência de que a sua trajetória deve ser reavaliada. As mesmas precisam pôr em prática atividades que visam estabelecer e manter um ambiente no qual as pessoas, trabalhando em equipe, consigam um desempenho eficaz na busca das metas e missões da organização.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Como não falar

"É melhor permanecer em silêncio e deixar que pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida". atribuído a Abraham Lincoln


Pior do que não falar é dizer o que não devia, ou se expressar de maneira inadequada. Já ouvi muita gente dizendo que para falar as besteiras que tem ouvido de outras pessoas preferem ficar quietos e não se expor.Também estou de acordo, mas ocorre que a maioria adota o comportamento extremo de não dizer absolutamente nada. Ora, quem adota essa postura cômoda deixa de aproveitar as vantagens que a comunicação pode proporcionar.Por isso vamos relacionar os principais erros que deveriam ser evitados na comunicação, para que você possa se apresentar seguro de estar agindo de forma correta.

Não seja chato
Entre os inúmeros "recursos" disponíveis para que uma pessoa possa se tornar chata, dois se destacam por serem insuportáveis: Falar de façanhas ou qualidades próprias e contar histórias longas.Só fale de você mesmo se for absolutamente necessário.Tenha em mente que, de maneira geral, as pessoas estão interessadas nelas mesmas e não possuem muita paciência para ouvir sobre as suas vitórias. Prefira que os outros descubram seus méritos naturalmente, pelo comentário de terceiros.Uma história interessante é sempre uma excelente maneira de tornar uma conversa agradável, desde que não consuma muito tempo. Procure resumir os fatos e evitar os detalhes que não fariam falta ao entendimento da sua narrativa. Evite relatar os pormenores das suas viagens e nunca, mas nunca mesmo mostre o vídeo, ou o enorme álbum de fotografias das suas férias, a não ser, evidentemente, para os parentes com quem tem ótimo relacionamento e para os amigos bem íntimos - mesmo assim não exagere.

Não seja morno
Se você que está falando não demonstrar que está interessado no seu assunto, não tenha esperança que os outros poderão se envolver com o tema.É duro agüentar uma pessoa morna, sem vida, que fala como se fosse obrigada a cumprir a penosa tarefa de comunicar um fato.Ao falar procure se expressar com energia, com entusiasmo, demonstrando assim como aquele assunto é importante para você e como também deverá ser interessante para os outros.Tome cuidado, entretanto, para não voar sozinho, pois, às vezes, uma pessoa se entusiasma muito com um tema, não percebe que só ela está interessada no assunto e fica distante da realidade dos ouvintes. Procure preparar a emoção das pessoas para que possam acompanhar seu entusiasmo.

Não faça trocadilhos
O trocadilho é um dos mais desagradáveis tipos de humor que poderíamos encontrar. Há exceções. De vez em quando, aproveitando uma boa circunstância, ligando informações que surgem no próprio ambiente, com inteligência e presença de espírito pronta, seria uma atitude admirável. Mas, ficar batendo carimbos com frases prontas ou jogos de palavras, como por exemplo - você concorda ou... sem corda? Não dá, é insuportável!Prefira usar a ironia fina, sutil, que demonstra raciocínio elevado e senso de humor apurado.

Não brinque com os defeitos ou características particulares das pessoas
Não faça comentários depreciativos sobre a estatura, o tipo de roupa, o penteado, a calvície, a obesidade e tantos outros detalhes que provocam constrangimento e quase sempre obrigam as pessoas a se desculpar ou fingir indiferença com sorrisos forçados.Ah, mas ele não liga, é uma pessoa espirituosa e sabe levar na brincadeira.Não acredite nessa reação superficial, pois sozinho, em casa, na frente do espelho, ou deitado no seu travesseiro, talvez ele sofra com esses comentários e o veja como uma pessoa antipática e até maldosa.

Não seja um piadista
Uma boa piada alegra a conversa e torna o ambiente descontraído, mas o excesso de piadas, que obriga as pessoas a rirem sucessivamente, mesmo, às vezes, contra a vontade, faz com que o encontro seja desinteressante, forçado e pesado.Cuidado, porque é fácil cair na tentação e emendar uma piada atrás da outra, pois como as pessoas começam a rir, quem conta a piada passa a se sentir alvo das atenções e com vontade de prolongar aqueles momentos.Evite também as vulgaridades. Se você prestou atenção deve ter notado que geralmente as pessoas começam contando piadas leves, de salão, e aproveitam a descontração do grupo para usar todo seu repertório, baixando o nível até chegar à vulgaridade. Esse comportamento quase sempre projeta uma imagem negativa e deixa lembranças muito desagradáveis.

Não faça comentários preconceituosos
Essa história do politicamente correto foi levada ao exagero em alguns países e se transformou em bandeira de gente sem graça.Agora, tirando os excessos, não se deve nunca fazer comentários que demonstrem preconceitos de raça, cor, religião, sexo ou outros que possam ser considerados agressivos.Às vezes, a pessoa atingida diretamente pelo comentário não está no local, mas é possível que outras solidárias a ela estejam presentes e a reação poderá ser tão negativa ou até mais ainda do que se ela estivesse ali.Fique atento, pois demonstrar preconceito é de mau-gosto e sinal de falta de inteligência.

Não interprete personagens
Se você já passou dos trinta e cinco, não queira falar como se tivesse dezoito, usando gírias e trejeitos próprios dos jovenzinhos. Por outro lado, se você ainda estiver na casa dos vinte, não queira impostar a voz e construir frases com expressões de pessoas mais velhas.Esse comportamento tira a naturalidade e as pessoas percebem que você está falando de maneira artificial.Seja você mesmo que o resultado será sempre muito bom.É lógico que se você acabou de concluir a faculdade e estiver procurando emprego não poderá continuar com os "papos naturebas que tinha com a galera, cerrrto?"

Não seja chorão
Uma doencinha de vez em quando tudo bem, porque ninguém é de ferro, mas colocar todos os relatórios do hospital do servidor público na cabeça da vítima que está ouvindo suas lamúrias já é uma tragédia quase tão grave quanto as doenças relatadas.Tem gente que não resiste a chance de contar os detalhes da sua última operação. E o pior é que sempre tem uma na manga, prontinha para ser usada. Todo mundo foge quando ele aparece.Também não fique reclamando da política, dos negócios, da falta de dinheiro, da família, sempre com aquela atitude pessimista de afugentar o mais paciente dos cristãos.Se encontrar alguém que se comporta dessa maneira também não entre no clima pessimista e procure mostrar outros lados da questão, pois se concordar você é que pode passar uma imagem desagradável.

Não faça confidências
Sêneca dizia: "O seu amigo tem um amigo e o amigo do seu amigo tem outro amigo, portanto seja discreto". Fique alerta e não permita que em algum instante de fragilidade você se torne despoliciado e vulnerável, a ponto de passar a confidenciar questões íntimas para pessoas que não estejam tão ligadas a sua vida e que ainda não demonstraram merecer sua confiança.É muito bom ter um ombro amigo para descarregar os nossos problemas, comemorar nossas conquistas e desabafar nossas aflições.Mas é muito perigoso. Até porque são poucas, pouquíssimas as pessoas que têm algum interesse sincero pelas nossas intimidades. Portanto, nada de sair falando sobre conquistas amorosas, desilusões, vantagens financeiras e outros assuntos delicados.Primeiro, porque, como vimos, poucas se interessarão, depois, quase ninguém se preocupará em guardar segredo. E não tem como culpá-los, se nem você que era o maior interessado conseguiu segurar a informação.

Não faça fofoca
Os fofoqueiros estão fazendo o maior sucesso no rádio e na televisão, o que demonstra que as pessoas gostam de ouvir histórias da vida dos outros: Só que as conseqüências geralmente não são boas.Quando alguém faz uma fofoca, falando da vida de outra pessoa, está na verdade extravasando os seus próprios sentimentos. São os seus medos, suas angústias, seus anseios, sua inveja, suas frustrações que estão sendo aflorados naquele comentário.Pior ainda é que o comentário nunca termina naquela conversa. Ele se amplia e ganha dimensões que produzem conseqüências que não podem ser previstas.Quem ouve uma fofoca fica com receio daquele que está falando, pois sabe que quando estiver ausente também poderá ser alvo de comentários.É muito simples saber se um comentário poderá ser feito ou não - basta imaginar que a pessoa de quem se fala está presente na conversa.Portanto, nunca devemos falar de uma pessoa ausente o que não poderíamos dizer na sua presença.

Reinaldo Polito
Revista Vencer nº 07

Como apresentar um projeto de forma eficiente

Se você fala rápido demais, repita as mensagens mais importantes usando outras palavras. Quem não entendeu da primeira vez entenderá da segunda. Se fala devagar, não desvie o olhar da platéia nos instantes de pausas mais prolongadas. Após o intervalo, volte a falar com mais ênfase.


Cuidado com os grunhidos "né", e "tá". Além de horríveis, demonstram insegurança.


Conheça o interlocutor. Se o grupo estiver familiarizado com o tema, não simplifique as informações.


Nunca, jamais, em hipótese alguma decore a palestra. Faça um roteiro: conte o problema, apresente a solução e, por fim, demonstre sua esperança no apoio dos diretores ao projeto.


Nada de tecnofobia. Mostre quanto você está antenado com as tecnologias e vá direto ao computador. Com o sistema datashow, você dá um clique cada vez que quer mudar a página. E se o computador pifar? Leve umas cartolinas com as principais informações da palestra. "Você vai mostrar que está sempre pronto para enfrentar o pior", diz Polito.


Cuidado com a postura. Não fale com as mãos nas costas, mantenha o paletó abotoado e olhe para todas as pessoas da platéia alternadamente. Há dois erros que as pessoas costumam cometer numa apresentação: falta de gestos ou excesso de gestos. Use-os, mas com moderação.


Evite as piadas. O risco de ninguém achar graça é grande e aí, meu chapa, vai ser difícil segurar a apresentação numa boa. Deixe a piada para o final, se for o caso.


Corrija problemas de dicção com dois exercícios bem simples. Morda o dedo indicador e leia em voz alta o mais claro possível. Dois minutos por dia bastam. Outro: leia poesias em voz alta. Esse é o mais eficiente dos dois, segundo Polito. Além de melhorar a dicção, pode ser muito romântico.

Dicas de Reinaldo Polito concedidas à Revista Você S.A., em abril de 1998, para Maria Tereza Gomes

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Finanças

Primeiramente, deve-se compreender e entender o sentido e o significado de finanças que, corresponde ao conjunto de recursos disponíveis circulantes em espécie que serão usados em transações e negócios com transferência e circulação de dinheiro. Sendo que há necessidade de se analisar a fim de se ter exposto a real situação econômica dos fundos da empresa, com relação aos seus bens e direitos garantidos.

Analisando-se apuradamente verifica-se que as finanças fazem parte do cotidiano, no controle dos recursos para compras e aquisições, tal como no gerenciamento e própria existência da empresa nas suas respectivas áreas, seja no marketing, produção, contabilidade e, principalmente na administração geral de nível tático, gerencial e estratégico em que se toma dados e informações financeiras para a tomada de decisão na condução da empresa.

A administração financeira é uma ferramenta ou técnica utilizada para controlar da forma mais eficaz possível, no que diz respeito à concessão de credito para clientes, planejamento, analise de investimentos e, de meios viáveis para a obtenção de recursos para financiar operações e atividades da empresa, visando sempre o desenvolvimento, evitando gastos desnecessários, desperdícios, observando os melhores “caminhos” para a condução financeira da empresa.

Tal área administrativa, pode ser considerada como o “sangue” ou a gasolina da empresa que possibilita o funcionamento de forma correta, sistêmica e sinérgica, passando o “oxigênio” ou vida para os outros setores, sendo preciso circular constantemente, possibilitando a realização das atividades necessárias, objetivando o lucro, maximização dos investimentos, mas acima de tudo, o controle eficaz da entrada e saída de recursos financeiros [falta referência], podendo ser em forma de investimentos, empréstimos entre outros, mas sempre visionando a viabilidade dos negócios, que proporcionem não somente o crescimento mas o desenvolvimento e estabilização.

É por falta de planejamento e controle financeiro é que muitas quebram no terceiro ano de sua existência [falta referência] , apresentando insuficiência e inexistência de suporte financeiro para sua organização, sendo indiscutivelmente necessárias de informações do Balanço Patrimonial, no qual se contabiliza estes dados na gestão financeira, se analisando detalhadamente para a tomada de decisão.

Pelo beneficio, que a contabilidade proporciona à gestão financeira e pelo íntimo relacionamento que se tem de interdependência é que confunde-se, muitas das vezes, a compreensão e distinção dessas duas áreas, já que as mesmas se relacionam proximamente e geralmente se sobrepõem.

É preciso esclarecer que a principal função do contador é desenvolver e prover dados para mensurar a performance da empresa, avaliando sua posição financeira perante os impostos, contabilizando todo seu patrimônio, elaborando suas demonstrações reconhecendo as receitas no momento em que são incorridos os gastos (este é o chamado Regime de Competência), mas o que diferencia as atividades financeiras das contábeis é que a administração financeira enfatiza o Fluxo de Caixa, que nada mais é do que, a entrada e saída de dinheiro, que demonstrará realmente a situação e capacidade financeira para satisfazer suas obrigações e adquirir novos ativos (bens ou direitos de curto ou longo prazo) a fim de atingir as metas da empresa.

Contudo, os contadores admitem a extrema importância do Fluxo de Caixa, assim como o administrador financeiro se utiliza do Regime de Competência, mas cada um tem suas especificidades e maneira de transpassar ou descrever a situação da empresa, sem menosprezar a importância de cada atividade já que, uma depende da outra, no que diz respeito à circulação de dados e informações necessárias para o exercício de cada uma.